Redes sociais e instrumentos no planejamento urbano em São Paulo pós- redemocratização: 1989-2016

Este projeto tem como tema de pesquisa o estudo das políticas públicas de planejamento urbano, em específico, as redes sociais do campo e como elas influenciam na produção de capacidades estatais e não estatais a partir dos processos de escolha e uso de instrumentos específicos de política pública, ao longo das décadas de 1990 e 2000 na cidade de São Paulo.

O objetivo é iluminar e compreender os padrões de relações existentes, as estratégias dos atores envolvidos, suas preferências e posições frente aos problemas colocados. Assim, interessa ir além da pergunta clássica na Ciência Política de “quem governa?” para compreender “quem governa o que e como?”.

A narrativa geral sobre esse setor na literatura específica que trata sobre o tema prevalece uma visão de ineficácia e baixa capacidade estatal no contexto brasileiro e também no caso paulistano, fazendo do planejamento urbano, em grande medida, um instrumento para a reprodução das desigualdades, dos interesses de elites urbanas e do capital de maneira mais ampla.

Contudo, o processo sociopolítico que culminou na redemocratização trouxe para cena urbana novos atores políticos, uma nova forma de problematização do urbano e novas instituições. Tais transformações obrigam avaliar as mudanças políticas, institucionais e técnicas pelas quais passaram aquestão do planejamento urbano em São Paulo, a fim de verificar o quanto opressuposto da captura do Estado se mantém e por meio de quais mecanismos operaria.

Pesquisador Responsável: Guilherme Minarelli