Empresas de Engenharia Consultiva e a gestão gerencial da política de habitação em São Paulo

Nesta pesquisa, que tem como pano de fundo o debate sobre as formas de gestão do território no Brasil, ilumina-se a construção e a execução recente da política habitacional no estado e também especificamente na cidade de São Paulo, problematizando os papéis assumidos pelos agentes estatais e não estatais envolvidos nesse processo, com especial interesse sobre as empresas de gerenciamento e consultoria – ou simplesmente gerenciadoras –, alocadas no amplo ramo da Engenharia Consultiva, que atuam como terceirizadas há pelo menos 25 anos junto às estruturas de implementação da política habitacional por aqui operada, desenvolvendo atividades concernentes à administração e controle das etapas de concepção, viabilização, implantação e operação de programas e empreendimentos. A pesquisa explora as interações, vínculos e permeabilidades que se estabelecem na relação entre as agências públicas e tais agentes privados, suas conexões, influências e possíveis interferências na atuação das estruturas administrativas da política de moradia em São Paulo. Desse modo, pretende colocar em evidência diferentes grupos que fazem parte das redes de produção de políticas públicas na metrópole e no estado, e também debater sobre a determinação dos padrões de governança que a partir daí se estabelecem e se consolidam, contribuindo, de forma ampliada, para a compreensão de como se articula o cotidiano operacional do Estado brasileiro, quais os seus condicionantes e limites e como suas dinâmicas internas e com o entorno efetivamente influenciam a sua produção.

Pesquisadora responsável: Magaly Marques Pulhez