O paradigma da fluidez do automóvel: burocracias estatais e mobilidade em São Paulo

Ao propor a incorporação da análise das políticas de circulação viária à investigação sobre mobilidade urbana pelas ciências sociais, essa pesquisa de mestrado em ciência política procura amplificar as explicações oferecidas para o crítico estado da mobilidade urbana em São Paulo. A partir da detecção da raridade de estudos sobre o papel das burocracias responsáveis pela mobilidade urbana, a pesquisa se propõe a compreender se e como a trajetória das burocracias municipais ligadas à circulação viária tiveram e têm efeito sobre o destino das políticas públicas do setor. Os achados permitem argumentar que o insulamento inicial e a capacitação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) lhe permitiram estabelecer e manter um paradigma de política – o paradigma da fluidez do automóvel -, que, por sua vez, impacta negativamente o desempenho do transporte coletivo viário, administrado por uma burocracia historicamente menos capacitada (SPTrans). Programas recentes que enfrentaram o paradigma da fluidez do automóvel são compreendidos como resultado do sucesso de governos municipais eleitos em induzir o trabalho de ambas burocracias no sentido da mudança.

Link para a dissertação.

Pesquisadora Responsável: Carolina Requena

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