A eficácia simbólica das faixas de ônibus

É notável a rapidez com que a política das faixas exclusivas de ônibus foi implantada na cidade. Ao que tudo indica, a prefeitura teria aproveitado a janela de oportunidade aberta após as manifestações de junho para levar a cabo sua política de priorização do transporte coletivo. O ano de 2013 terminou com um pouco mais de 300 quilômetros daquelas pelo território da cidade. Para o prefeito, esta política teria devolvido 38 minutos, em média, aos usuários de transporte coletivo. Para outros, não tão defensores das faixas, a cidade teria se tornado ainda mais caótica. Apesar de não ser considerada a solução pelos especialistas em transporte por não ter a mesma capacidade de fluidez dos corredores BRTs, a faixa tem efeitos que transbordam a simples questão da produtividade do sistema viário da cidade. Do meu ponto de vista, esse é um dos seus grandes méritos. De maneira mais ampla que os corredores de ônibus, as faixas exclusivas são o resultado de um cálculo de redistribuição do espaço da rua onde se passa a priorizar a fluidez de pessoas e não mais de veículos. Ou seja, a partir de agora, mais espaço exclusivo será destinado ao transporte coletivo – modalidade de transporte utilizado pela maioria da população – e menos espaço ao transporte individual. O cálculo é simples: uns ganham e outros perdem.

Artigo completo em: http://ogusmao.com/2014/02/19/a-eficacia-simbolica-das-faixas-de-onibus/

Anúncios